Autor: Dr. Alexandre Scotti
A maioria das mortes por Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) ocorrem nas primeiras horas de manifestação da doença, sendo 40 a 65% na primeira hora e, aproximadamente, 80% nas primeiras 24 horas.
As doenças cardiovasculares, especialmente o infarto agudo do miocárdio, são responsáveis pela primeira causa de óbito em nosso país. Baseando-se em sua fisiopatogenia e nos fatores de risco envolvidos, a taxa de mortalidade, em 30 dias, varia de 3-5% em centros avançados (com unidade de hemodinâmica e possibilidade de patência da artéria coronária em até 1 hora) e quase 30% naqueles cujo atendimento não aplicam as diretrizes recomendadas. Tal mudança dependerá de um aprimoramento organizacional com ações educativas para o paciente, profissionais do setor de emergência e plena sintonia com os gestores do sistema de saúde público ou privado. A angioplastia primária é o tratamento padrão-ouro da reperfusão miocárdica, porém, disponível apenas em 15% dos hospitais brasileiros.
Em geral, o setor público carece dessa disponibilidade, sendo a estratégia fármaco-invasivo- terapia fibrinolítica seguida da transferência precoce para angioplastia o tratamento recomendado.
O diagnóstico baseia-se em critérios clínicos, eletrocardiográficos e enzimáticos. A rápida identificação do paciente com sinais e sintomas de infarto agudo, diagnóstico imediato no ECG e administração do fibrinolítico, caso não exista possibilidade de sala de Hemodinâmica para a patência mecânica da artéria coronariana, não devem ultrapassar 60 minutos.
São minutos dependentes da prévia organização que salvam vidas ! Esta é a importância do Protocolo Gerenciado de Dor Torácica, uma ferramenta de Gestão assistencial que permite a avaliação dos indicadores essenciais para a eficiência do tratamento.
Referências bibliográficas:
1- Van de Werf F. The history of coronary reperfusion. Eur Heart J. 2014;35(37):2510-15.
2-Crea F, Liuzzo G. Pathogenesis of acute coronary syndromes. J Am Coll Cardiol. 2013;61(1):1-11.
3- Brasil. Ministério da Saúde. Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde. Indicadores de Mortalidade [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2024 [cited 2024 Sep 10].

